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Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903 numa fazenda de café, em Brodoswki, São Paulo. Seus pais eram imigrantes italianos e se chamavam Giovan Batista Portinari e Domenica Torquato, que tiveram 12 filhos. De família humilde, cursou apenas o primário, porém desde criança manifestou sua vocação artística. Aos seis anos, Cândido Portinari começa a desenhar. Aos 9 participou de vários meses dos trabalhos de restauração da igreja de Brodoswki, ajudando os pintores italianos. Em 1918 Portinari, também chamado carinhosamente de Candim pela família, viaja para o Rio de Janeiro para desenho no Liceu de Artes e Ofícios. Logo, matricula-se na Escola Nacional de Belas-Artes, na qual estudou desenho e pintura tendo como professores Amoendo, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Carlos Chambeland. Em 1922, Portinari manda um retrato para o Salão de Belas-Artes, pela primeira vez e ganha medalha de bronze pelo seu trabalho. Em 1929 com prêmio de outros retratos, Portinari parte para a Europa. Viaja pela Itália, Inglaterra, Espanha e se fixa em Paris. Vai diariamente aos museus, descobre a pintura moderna da Escola de Paris discute sobre arte nos cafés e não tem quase nenhum tempo para pintar. Lá, Portinari conhece Maria Martinelli e se casa com ela. Portinari e Maria regressam para o Rio de Janeiro em 1931 e ele passa a trabalhar num ritmo intenso, além de participar da comissão destinada a promover a reforma do Salão Nacional de Belas-Artes, no qual os artistas modernos são admitidos pela primeira vez. Em 1932, Candido Portinari expõe individualmente.Três anos depois seu quadro Café recebe a segunda menção honrosa da Exposição Internacional do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos. Em 1936 pinta o seu primeiro mural para o Monumento Rodoviário na Estrada Rio-São Paulo. Nessa época é nomeado professor de pintura do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em novembro de 1939 expõe 269 trabalhos no Museu Nacional de Belas-Artes. Antes havia executado três grandes painéis para o pavilhão brasileiro na Feira Mundial de Nova York. No mesmo ano nasceu seu filho único, João Cândido. O sucesso começa a surgir na vida de Portinari. No início da década de 40, ele participa da Exposição de Arte Latino-americana no Museu Riverside, em Nova York. Além da super exposição em Detroit e no Museu de Arte Moderna de NY. A University of Chicago Press publica “Portinari, his life and art”, o primeiro livro sobre Portinari. A pedido de Assis Chateaubriand, em 1943, Cândido Portinari pinta uma série de murais para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, inspirados na música popular brasileira. No mesmo ano, ilustra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. No ano seguinte, Portinari filia-se ao Partido Comunista e se candidata a deputado federal por São Paulo. Em 47, pelo mesmo partido é candidato a senador. Antes, expõe seus quadros me Paris das séries Os Retirantes e Meninos de Brodósqui, sendo prestigiado pela Legião de Honra do governo francês. Pinta em Montevidéu, no ano de 1948, à têmpera, o grande painel a Primeira Missa no Brasil, para o Banco Boa Vista. Também expõe pela primeira vez no Museu de Arte em São Paulo e ilustra mais um livro de Machado de Assis: o Alienista. Em reconhecimento ao seu trabalho em 1955 o International Fine Art Council, de Nova York, confere-lhe uma medalha como o melhor pintor do ano. Viaja à Itália e Israel e faz exposições nos museus de Tel-Aviv, Haifa e Ein Harod. Os painéis Guerra e Paz são apresentados no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1956. Ano esse que Portinari recebe o prêmio Guggenheim´s National Awrad, da Fundação Guggenheim de Nova York. Enquanto isso no Rio, o Museu de Arte Moderna edita o livro Retro de Portinari, de Antônio Callado Até 1960, Portinari continua expondo seus painéis, quadros e desenhos por toda Europa e Estados Unidos. Nesse ano, é convidado a participar do júri da II Bienal do México e suas obras são exibidas numa mostra de fotografias em Moscou. 1960 também é o ano da sua neta, Denise. A neta passou a ocupar uma parte de seu tempo. Pintou muitos quadros com o retrato dela. Quando não estava com Denise, Portinari, passava fitando o mar, sozinho. No ano seguinte escreveu um ensaio de oração para a neta: Portinari voltou ao Brasil. Em janeiro de 1962 sofreu nova intoxicação pelo chumbo, que já o atacara em 1952. Caiu de cama e não mais se recuperou. Nessa época, se preparava uma grande exposição com aproximadamente 200 obras, a convite da Prefeitura de Milão. Às 23h40 de 6 de fevereiro, Portinari morreu, cumprindo sua promessa de pintar a sua terra e o seu povo, através da sua arte. fonte: wikipedia.org sites relacionados: http://www.portinari.org.br/ , http://casadeportinari.com.br/ |